Após dois meses de relativa calma na guerra na faixa de Gaza, um ataque aéreo israelense no sul de Gaza matou um líder político do Hamas, Salah al-Bardaweel, neste domingo (23), abandonando efetivamente um cessar-fogo, depois de iniciar a nova campanha aérea e terrestre no último dia 18.
O Hamas disse que o ataque aéreo em Khan Younis matou Bardaweel e sua esposa. Ele era membro do órgão decisório do Hamas, o escritório político, e ocupou cargos como chefiar a delegação do Hamas para negociações indiretas de trégua com Israel em 2009 e liderou o escritório de mídia do grupo em 2005.
“Seu sangue, o de sua esposa e mártires, continuará alimentando a batalha pela libertação e independência”, anunciou o grupo.
Autoridades palestinas estimaram o número de mortos em mais de 50 mil em quase 18 meses de conflito. Explosões ecoaram por todo o norte, centro e sul da Faixa de Gaza no início deste domingo (23), enquanto aviões israelenses atingiram vários alvos nessas áreas no que testemunhas disseram ser uma escalada dos ataques que começaram no início da semana.
Pelo menos 30 palestinos foram mortos em ataques israelenses em Rafah e Khan Younis até agora, segundo autoridades de saúde.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu falou repetidamente que o principal objetivo da guerra é destruir o Hamas como uma entidade militar e governamental.
Ele comentou que o objetivo da nova campanha é forçar o grupo a entregar os reféns restantes.
O Hamas acusou Israel de violar os termos do acordo de cessar-fogo de janeiro ao se recusar a iniciar negociações para o fim da guerra e a retirada de suas tropas de Gaza.
Mas o Hamas comentou que ainda está disposto a negociar e estava estudando propostas de “ponte” do enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff.
Pelo menos 50.021 palestinos foram mortos e 113.274 feridos desde o início da guerra, relatou o Ministério da Saúde em um comunicado neste domingo (23).
reuters